Rota – Pinhal D’El Rei D. Dinis

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PINHAL D.DINIS

A sua fundação medieval surge no movimento da reconquista cristã aos mulçumanos, protagonizado pelo primeiro rei português – D. Afonso Henriques. Foi precisamente na dinâmica das conquistas territoriais para a fundação do reinado de Portugal, que o rei Conquistador mandou edificar o Castelo, ainda na primeira metade do século XII.

Este foi, definitivamente, o ponto de partida para o intenso povoamento da região de Leiria.

Após a fundação do Castelo, com o aumento da população, a vila expande-se para fora das muralhas. Em 1545 é elevada a Cidade e a Diocese.

A paisagem envolvente é fortemente marcada por extensos pinhais que se estendem até à costa atlântica. O reinado de D. Dinis (1285-1324) ficou célebre por diversas obras em Leiria, que fundamentam o cognome “Lavrador” – a sementeira do “Pinhal de Leiria” e a secagem de pântanos nas margens do Lis para fins agrícolas, dando origem ao fertil vale que se estende desde Leiria à sua foz.

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MARINHA GRANDE

A Marinha Grande é uma ocupação humana recente, se compara com cidades vizinhas como Leiria e Alcobaça; ela nasce com a iniciativa industrial de Guilherme Stephens, patrocinada pelo Marquês de Pombal, que associou a abundância de madeira e areia para aqui criar a indústria vidreira de que fez a força da vila – e que, mais tarde, veio a dar origem à indústria de plásticos e moldes. É datado de 1776 o marco de pedra, que hoje pode ser visitado no Museu do Vidro, com a inscrição: “Por ordem de Sua Majestada todas as lenhas do Pinhal que estão em uma légua o redor deste marco pertencem à Fábrica de Vidros”.

Nascida com a Revolução Industrial, a marinha Grande foi um dos grandes polos dos movimentos políticos associados à emancipação do proletariado. O símbolo maior desta posição sociopolítica é o facto de a Marinha Grande ter tomado a dianteira na revolta de 18 de Janeiro de 1934 contra a II República, tendo sido aqui que as forças leais ao governo de Salazar encontraram maior oposição.

A Marinha Grande foi elevada a cidade em 11 de Março de 1988.

MUSEU

MUSEU DO VIDRO

O Museu do Vidro está instalado no Palácio Stephens, edifício de inspiração Neoclássica, construído na segunda metade do séc. XVIII e classificado de interesse público.

Este palácio foi a antiga residência do industrial inglês Guilherme Stephens, que em 1769 obtém, através de Alvará Régio, o restabelecimento da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande.

Criado por decreto lei em 1954, o Museu do Vidro é inaugurado a 13 de Dezembro de 1998, pelo Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, no ano em que a cidade da Marinha Grande comemorou 250 anos da Indústria Vidreira.

Horário de Inverno: Terça a Domingo das 10h00H ÀS 18H00.

Horário de Verão: Terça a DOmingo das 10h00 às 19h00.

Preço: 1.5€. Entrada livre: até aos 10 anos. Descontos: estudantes. Cartão jovem e séniores: 0,75€.

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PINHEIROS SERPENTE E OUTRAS ESPÉCIES

A beleza do Pinhal oferece uma tranquilidade e um sossego que contrasta com o quotidiano frenético da vida urbana. Por isso, com a construção da ciclovia, entre a Marinha Grande e a praia de S. Pedro de Moel, é cada vez mais frequente ver a família inteira de bicicleta a passear-se, por entre aquele imenso mar verde.

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S.PEDRO DE MOEL

São Pedro de Moel é um lugar pertencente à cidade, freguesia e concelho da Marinha Grande, distrito de Leiria. Segundo os Censos de 2011, residem neste lugar 389 pessoas. Fica totalmente inserido no Pinhal de Leiria, um pouco a sul da foz da Ribeira de Moel. A praia aqui existente é muito procurada por famílias para descansar e gozar férias durante o período de Verão.

A água do mar é fria e normalmente agitada, mas costuma permitir o banho. É regularmente utilizada para a prática de surf e bodyboard. Para quem gosta de desporto ao ar livre, existe um campo de ténis, e várias ciclovias. Na praia há um campo de jogos, normalmente com duas redes de vólei.

Existem vários hotéis, restaurantes, cafés e bares para acolher os turistas, bem como dois parques de campismo.

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ESTÁTUA REI D. DINIS E RAINHA SANTA ISABEL

Como pontos de interesse temos a norte, seguindo a linha da costa, o Penedo da Saudade – elevada falésia cortada a prumo – junto da qual está o Farol do Penedo da Saudade, depois a Praia da Concha e logo depois a Praia Velha, areal extenso que se prolonga até à Praia do Pedrogão, passando pela Praia da Vieira e foz do Rio Lis. Na praia Velha desagua a ribeira de Moel, com margens pitorescas e densamente arbonizadas.

No interior do pinhal, na zona de São Pedro de Moel, existem vários parques de merendas extremamente agradáveis, bem como a famosa “Volta dos Sete” e “Volta dos Cinco”, que são percursos lindíssimos que misturam mar, pinhal e praia, com pura floresta, fontes, ribeiros e riachos.